domingo, 17 de fevereiro de 2013

Arte Jornalística



A  poesia  é  um  “marketing”  da  realidade...

A  palavra  tem  força  para  denunciar...
Tem  também  liberdade  para  enaltecer!

O  poeta  mastiga  bem  o  acontecimento,
Torna-o  tema  primário  da  inspiração,
Depois  o  descreve  numa  poética  de  pronunciamento...

Ninguém  ainda  se  deu  conta  desse  artifício,
Método  que  instrui  e  igualmente  delata
Os  absurdos  fraudulentos  de  uma  nata
Que  traveste  o  social  semeando  desperdício...

O  artista  não  se  constrange  com  o  que  diz,
É  um  ponto  de  vista  neutro  da  informação,
Seu  olhar  vasculha  detalhes  de  uma  verdade
Embora  seja  movido  por  argúcia  e  sensibilidade...
Arte  jornalística  da  notícia  em  primeira  mão!
                                                  

Democracia Natural



Água  cristalina  que  cai  sobre  as  pedras
Enfeitando  o  dia  em  que  o  sol  bronzeia
A  paisagem  de  uma  natureza  coberta  pela  areia
Que  o  vento  sopra  em  derredor  da  atmosfera.

Galhos  balouçam  com  a  força  da  brisa
E  pássaros  em  revoadas  cruzam  o  céu  aberto,
Ambiente  multicor  desperta  o  sonho  concreto
Dissipando  os  recalques  produzidos  pela  fadiga.

Esplendor  que  provoca  o  clímax  da  inspiração
Em  que  a  pena  imprime  palavras  do  coração
Que  saboreia  a  sublimação  dos  sentimentos...

Embevecimento  cutuca  a  consciência  emotiva
Seduzindo  o  néctar  que  a  contemplação  cultiva
No  êxtase  que  absorve  a  luz  do  conhecimento!

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Pontos Extremos



Vitrines  atormentam  os  lisos
Perante  um  consumo  proibido,
Tentações  que  agitam  o  libido
De  possuir  diante  da  receita  aquém.

Sonho  carcomido  da  vontade  indigesta
De  rolar  entre  os  convivas  da  festa
Que  são  indiferentes  e  não  se  prestam
A  desenvolver  oportunidades  a  quem  nada  tem.

Não    meio  termo  entre  níveis  sociais,
Isso  é  relíquia  que  guardam  os  ancestrais
E  que  no  hoje  o  tempo  ingrato  desfaz
Sem  deixar  rastros  de  qualquer  vintém.

Pontos  extremos  da  vida:  ricos  e  pobres...
E  um  vácuo  atomístico  que  não  se  cobre!

Flagelação



Pelo  rio  de  águas  turvas
Fica  difícil  encontrar  acesso
E  o  pensamento  vagueia  disperso
Obscurecido  pelo  perigo  das  curvas.

Obstáculos  saqueiam  das  retas
A  lucidez  do  caminhar  sensato,
Até  na  corrente  dos  regatos
O  lógico  não  tem  veredas  concretas.

São  dantescas  as  estradas  sinuosas
Onde  não  se  pode  colher  rosas
E  o  dinamismo  se  tolhe  ludibriado...

A  consciência  se  desalinha  exausta
E  leva  em  comboio  todos  os  nautas
Flagelados  pela  força  do  pecado!


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

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