sexta-feira, 30 de maio de 2014

Rebeldia


Visto-me de sol e energizo as reflexões
Que ficam detidas no intenso redemoinho
Do meu pensamento onde desalinho
O raciocínio lógico sob a égide das emoções.

Os filamentos se partem em forte descarga
Deixando às escuras uma mente que chora
A invasão rebelde dos átomos de outrora
Que são ondas que deletam as afeições caras.

Não há penumbra, lágrimas sem socorro
Inundam a consciência do indivíduo tolo
Que faz de sua negritude dantesco rio...

Nado às avessas pelas margens, pareço vulto
Que tropeça sobre pedras que são insultos

Navegantes das turbulências e do pranto frio!

terça-feira, 27 de maio de 2014

Natureza Pura


O orvalho faz-me despertar alegre
E a natureza convida-me para colher com os olhos
A paisagem que canta a beleza do ambiente
E um céu azul salpicado de nuvens brancas.

Meu olfato levita diante do perfume das flores
Plenamente embriagado perante o esplendor do dia,
Meu coração é massageado pela melodia dos pássaros
E sonha acordado embalsamado pela atmosfera.

Vejo nas águas que correm a liberdade inocente
Que dá vida aos campos e sacia a sede dos homens
Que vislumbram as maravilhas do abastado universo.

Com a noite chega a nostalgia e o merecido repouso,
Sob o brilho da lua o pensamento divaga magias
Que o cintilar estrelas transforma em devaneios sublimes!



segunda-feira, 26 de maio de 2014

Princípio e Fim


Sim, é verdade... um dia o mundo se acaba
Para quem inescrupulosamente com a morte se abraça
E, mesmo sendo o homem o rei de todas as trapaças,
Diante deste quesito não tem jeito: a vida se apaga!

O fim deste ciclo evolutivo ocorre com a velhice,
Isto quando se cumprem as etapas da existência,
Contudo há aqueles que prematuramente pedem licença
E se despedem tristes ou felizes, bons ou patifes.

Desde o princípio se consome o Apocalipse individual
Embora com o Dilúvio haja se renovado o ambiente natural
O que em nada modificou as circunstâncias e o pecado...

A crença noticia um Juízo Final quiçá apologético,
É que já se mistificaram sinais que se tornaram patéticos

E, perante fraudes, cada qual vive, morre e deixa seu legado!

domingo, 25 de maio de 2014

Propaganda dos meus livros publicados

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Meu nome completo : IVAN DE OLIVEIRA MELO
“Um povo culto se faz com homens e livros.” - LIVRO É CULTURA!

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Preciosismos


Na vida se guardam confidências
E há um arsenal de mistérios e enigmas,
Embora a inteligência do homem seja antiga,
Ainda se vive debaixo de segredos e aparências.

Acredito que se deva driblar a conveniência,
Os arautos não podem nada mais esconder,
É feliz quem de tudo prova e dar a entender
Ao mundo o produto de sua pessoal experiência.

De que adianta trancafiar o que parece secreto?
A existência é curta e quem se julga analfabeto
Precisa dilapidar-se e vivenciar cada momento...

O tempo abre as horas e mostra seus efeitos,
Cabe ao indivíduo libertar-se, enterrar preconceitos

Para que o viver se espelhe no mar dos sentimentos!

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Marcas Estéreis


O lamento é a resposta dum povo sofrido
Que pranteia desilusões... desperdício!
Sonhos nefastos são constantes, são vícios
Que soterram da higiene mental salutar abrigo!

Se o pensamento é nômade, a vida é cigana
E o homem peça dum artesanato vil e impuro,
Fantoche que cede suas rédeas e vive aos pulos
Em uma seara mambembe em que solo é lama!

Doce lar... capricho doado às ventanias
Do tempo ingrato que só desenhou fantasias
Nas mentes embebidas pelo sal do prazer...

O futuro é fio de escuridão na arena deserta
Sobraçando a estéril esperança que ainda desperta

Meio trôpega entre os raios do novo amanhecer!

Vitrine Social


Dedico-me integralmente
Diretamente proporcional
Aos problemas do mundo,
Sou o inverso do imundo,
Luto por uma vida diferente.

Percentual superior aos centos,
Sou fração e busco equacionar
A podridão deste imenso pomar
Que traveste de mazelas o natural
E respira fungos, saboreia excrementos.

A existência é paladina,
Miasmas são agentes deletérios
Que ceifam vidas, fomentam cemitérios
Onde a turba de esqueletos é infinitesimal
E destroços humanos são carnificina...

Teço palavras que são antídotos
Que brigam para esclarecer imprudentes
E evitar que se plantem más sementes
Neste universo que sobrevive anormal
E nada entende do que é político!