sábado, 24 de setembro de 2016

ESPAÇO-TEMPO

Eis o tempo, intenso marcador das horas,
Minutos e segundos da grande aventura!
Minha mente almeja singrar nos espaços
A galhardia das ações que trama o senso.

É uma guerra rotineira! Tempo é anfitrião
De cada lance especulado pelo raciocínio
Que vibra deveras! Há isenção de sonhos,
Porque a vontade é escrava da consciência.

Detenham-se os marasmos, vida é semente
Que germina sentimentos e colhe os frutos
Dentro das acepções coordenadas pelo ser.

Nada se subverte aos devaneios intrínsecos
Que governam a verdade! Realidade é usura!
Eis o tempo, incondicional instrutor do viver!




DE Ivan de Oliveira Melo  

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

ASSOCIAÇÃO ALEGÓRICA

Adiante adiciono audaciosas astúcias…

Aviltam-se as andorinhas apopléticas
Auscultadas acidentalmente após adentrarem

Atordoadas ante a assembleia alada…
Agonias ascéticas arrebentam as aortas
Abandonadas azedas aos artistas atrozes.

Aleluia! Assim apreendem-se assobios
Atirados adjuntos às aberrações autistas
Alinhadas adredemente aos amedrontados atores.
Atualizações alfandegárias acenam anomalias.

Aparências angustiadas antegozam aflitas
A armazenagem afoita aqui apontadas
Anonimamente… Amistosos assédios afirmam
Asfixiarem amêndoas atrevidas acoplando
À arte aos anagramas antepassados!




DE Ivan de Oliveira Melo

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

DESPUES DE LA MUERTE

Mi cuerpo estaba sucio cuando bajó a la yacija.

La vida no fue un mar de rosas para mí… aversión…
Mucho sangre derramado en las carreteras del tiempo

Y en mi corazón ahora había un borrón oscuro y rubro
Por las muertes que mi conciencia causó sin compasión
Sólo suponiendo la tiña de ser dueña de una tierra infértil…

Luego el desaseo no era el cieno material, pero del alma,
Pues el arrependimiento llega en silencio y mata el pecado…
Solamente lágrimas del pueblo alli presente que lamentaba
La pérdida de un hombre únicamente conocido de plástico.

La arena escondió el féretro enfermo de la ingenuidad villana.
Mis palabras nunca fueron eco ni lección de los días pasados,
No obstante muchas personas se quedan al mi lado y ensoñan
Que todos apandan cuando no hay grito de vida, pero de muerte…
Entonces viva y haga de su tumba una hermosa sala de visitación!



DE Ivan de Oliveira Melo


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

DIAGRAMA DA EXISTÊNCIA

Tudo o que vem de cima… é de Deus!

Tudo o que vem de baixo… é do demônio!
Ninguém para e pensa na camada de ozônio

Nem nas raízes que alimentam os fariseus…
Tudo é uma reciprocidade meio estrambólica
E de nada se sabe, mesmo instalando parabólica…

Fato: bastantes coisas andam deveras trocadas
Neste mundo tão pleno de altos e baixos…
Fundamental: que cada um verifique seus cachos
Antes de adormecer-se sobre confortáveis almofadas!

Aparência virou referência de quem é trouxa,
Causas e efeitos deglutem de cima e de baixo…
Confiança é atrito sem respaldo… é tentáculo
De espinhos... jogam-se ao relento as colchas
Que amaciam a verve insondável da fé!



DE Ivan de Oliveira Melo



terça-feira, 20 de setembro de 2016

ÂNGULO ONÍRICO

Perante um mundo deveras audacioso
Meus sonhos são apenas miniaturas
E em certas ocasiões nem muito duram,
Porque são indeléveis e de teor brumoso.

Sonhos envoltos numa névoa de preces
Que jogam ladainhas e que se aquecem
Nos desejos esculpidos pelo siso da razão…

Diante da petulância de um orbe travesso,
Sonhar é máxima oxigenação da realidade
Que metamorfoseia o abstrato em verdade
Sem deixar rastros que indiquem endereços.

Dentre os limites que engendram o possível
Percebe-se que o impossível fica verossímil
E a timidez cai por terra… vence o coração!



DE Ivan de Oliveira Melo



segunda-feira, 19 de setembro de 2016

CORPOS ESTÉREIS

Adrede às conspirações do metafísico
O tempo se coagula dentre as horas do éter,
As manifestações astrais têm sabor insípido
Perante as frinchas continentais do uréter.

Destarte a eloquência que assanha as tempestades,
Veem-se um comboio de estrelas do universo
Que migram sob pontos cardeais em calamidades
Descrevendo sinuosas paralelas de teor perverso.

Nas galáxias semideusas que acenam distante
Há cosmos virgens e de transparência desnuda
Que aprisionam meteoros e os deixa avante
Numa condensação assimétrica, estéril e surda.

Assim os séculos se acumulam em quartel
Diante da imensidão psíquica e do seu papel!



DE Ivan de Oliveira Melo


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

ENTRELAÇADOS

Sou como os simbolistas:
Amo ser cristalino e branco,
Não há referência à cor da pele,
Isso é preconceito e se repele…
Falo em transparência e ser franco.

Há bastantes claros ilusionistas,
Criaturas de índoles duvidosas
Que enganam, trucidam, hipócritas…
Vivem eloquentes a deglutir pipocas,
Vilipendiadores do bem, cultivam fofocas!

Há negros que são especialistas
Na arquitetura dum mundo são…
Perseguidos, driblam as adversidades,
Contudo são humanos de puras verdades
E doam à carência e recebem o pão!

Da vida, todos precisam ser propagandistas,
Exterminar o que denigre as diferenças!
No cômputo geral os homens são irmãos
E como é importante o dar-se as mãos
E respirar do amor, o extirpar da inconveniência!



DE Ivan de Oliveira Melo