sábado, 25 de novembro de 2017

INSPIRATIONAL TIME

I write about the life step by step.
I understand the world little by little.
I see myself alone… I’m always single
And I don’t know how I can be happy.

I describe love everyday side by side
With falsehood reigning hour by hour…
I’m wet with sweat… I need a towel
To wipe away the sadness of my mind.

Happiness I draw it quietly point to point,
However it seems that slowly I’m going
Navigate in the icy waters of imagination…

Suffering closes the doors of any hope,
So I know that at the tip of the old nose
Lives the boredom… Or is this inspiration?


By Ivan de Oliveira Melo


SABOTAGEM

Tornou-se o mundo selvagem,
Virou o homem um silvícola,
Sobrevive-se a uma película
Onde a fantasia é a tatuagem.

Tornou-se mentira a verdade,
Virou sensual a falta de pudor,
Saboreia-se o lugar aonde se for
Mediante o orgulho e a vaidade.

Tornou-se belo a falta de respeito,
Virou charme a prática do egoísmo,
Se a existência segue o continuísmo,
Muito breve tudo estará desfeito...

O homem é a razão do próprio fim,
Pois sabotou do amor, tudo enfim...



DE Ivan de Oliveira Melo

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

DESPERDÍCIO

Flores do campo, sensações de cetim,
Aroma silvestre nos ares da primavera,
Pétalas levadas pelos ventos da aquarela
Que faz tinir a saudade que não tem fim.

No íntimo das horas desenha-se a fantasia
Que o sol do verão tosta na areia nebulosa,
Vultos repletos do perfume que sacia a aurora
E bebe do orvalho uma dose do mel da utopia.

Em silêncio os sussurros parecem tumultuar
E carregar as folhas que caem secas e despidas
Num solo abandonado e portador das ametistas
Que curam os disfarces da vida que vive a flutuar.

Tempo em volúpia... Nuvens que riscam o éter
E desabam perante uma atmosfera meio tímida
A apática luz que cerceia os astros da metafísica,
Atirando-os contra os rochedos isentos de cateter.

Galhos entrelaçados dentre a fuligem dum espaço
Que resume a tristeza dos lampiões meio sem brilho,
Na singularidade de uma mocidade que é estribilho,
Gestos trazem olfatos que aliviam dores e cansaço.

A extravagância é a fotografia que estampa alegorias
Que no cosmos trapaceiam milagres que se consumiam!


DE  Ivan de Oliveira Melo


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

TRANSPARENCIA

Mis ensueños parecen fuego de la pasión.
Mi verdad es un ritual que cora el cotidiano
Y señala el tiempo en que con venia yo amo
Todos los perfumes acrobáticos de la sensación.

La vida es un templo dónde amor es la esencia
Y las horas el regalo que alhaja el tacto sensual
Que hace un cuerpo viajar en lo campo del astral
Para traer de la felicidad los síntomas, experiencia.

Todo tiene un momento cierto... Nada es alogoría...
Mientras el sentimiento manufactura el recato,
Los miasmas que intentan borrar lo que es retrato
Padecen chuzos en las cloacas de su abyecta alquimia.

Solamente las sonrisas gilipollas conservan lo lícito
Que es el amor sin exigencias y sin cobrar el diezmo!



DE Ivan de Oliveira Melo   

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

LIRA VERDEJANTE

Doce e virginal aroma que se espalha
Dentre as órbitas do átomo acanhado
E do fogo que distante brilha enfadado
Há o incenso que fere quanto navalha!

Pelos campos vergam-se todas as folhas,
Fulgor que cresce diante o arrimo da flor
Que derrama sua sombra para decompor
A lira verdejante do dia e da noite zarolha!

Enquanto o mundo subterrâneo dá o tom,
Os vultos das árvores andam meio tensos,
Pois os frutos são inesperado contratempo
Donde cessa o vigor dum paladar frisson...

Anômalas são todas as espécies de altares
Até que das imagens se teçam mil olhares!


DE  Ivan de Oliveira Melo

domingo, 22 de outubro de 2017

FRUIÇÃO

Prazer sem luxúria é desperdício,
Beijo sem viço é bacanal e orgia,
Paixão é instrumento de terapia,
Assim a alma não atrai o suicídio.

A devassidão prescreve o sensual
Que habita na libidinagem do sexo,
O ser lascivo incorpora o cio anexo
Que faz vibrar a obscenidade carnal.

A volúpia traz sério desregramento
Que engravida de lubricidade o senso
Do individual envolvido nesse apetite...

Anda distante dessa estrada o amor,
Tem-se o gozo infecundo, o despudor
Que ressuscita a insensatez de Afrodite!


DE Ivan de Oliveira Melo


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

SEM MEDIDAS

Do amor que me cegou às horas tantas
Nem em mim mesmo eu me apercebi,
Só sei que me persegui, então me excluí
De sua beleza que a mim mesmo encanta.

Se em minha visão eu pude ver orquídeas,
É porque com o calor do sol tudo é perfeito,
Contudo subi às alturas onde o ar é rarefeito
E vislumbrei o acervo incógnito dos ideais.

Suponho que resido num íntimo de esplendor,
Pois da suposta energia que me faz rutilante
É que retiro de mim a coragem de ser amante
E dou à minh’alma o invólucro do grande amor.

E nada me fadiga nem me torna tão pequeno,
Óbvio que sou diminuto perante o que é divino,
Porém são os sentimentos do meu viver severino
Que me fazem um baluarte da existência, veneno!

Em minha vida não há chegada, tampouco partida,
Sou operário que nem formiga... amo sem medida!




DE  Ivan de Oliveira Melo