segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

PARA SEMPRE

Meu corpo, de desejar-te, tombou,
Meus braços, de tocar-te, empalideceram,
Nada em tudo se converte em amor
Até que na madrugada, de saudade envelheceram.

Minhas pernas, de seguir-te, cambalearam,
Minha essência, de sentir-te, desmaiou,
Assim dizem que os prazeres desfilaram
Sobre as passarelas onde trancafiaram a dor.

Meus sonhos, de imaginar-te, enlouqueceram,
Minha vida, de doar-te, serenamente adormeceu
Sobre os retalhos da púrpura onde o sangue escorreu…

Meus olhos, de fitar-te, afinal compreenderam
Que as notalgias tranquilamente rejuvenesceram
Diante dum ébrio sentimento que jamais pereceu!


DE Ivan de Oliveira Melo


domingo, 11 de dezembro de 2016

CONSCIÊNCIA

Levo sempre comigo o raciocínio
E o permito trabalhar sem conduta,
Nada intervenho e nada se disputa,
Por isso o persigo em seu vaticínio.

A mente, doce relva do meu pensar
E me levo aos esponsais das estrelas
Que, seduzidas, deixam-me retê-las
A fim de que cá possamos confabular.

São os pensamentos que dão o acorde
Das notas que trotam dignas conforme
O estribilho maneje suave as palavras…

Abundante equilíbrio torna o cerebelo
A confluência do conteúdo que modelo
Sem deixar rastros encefálicos e larvas!




DE Ivan de Oliveira Melo

PERGAMINHOS

Nos pergaminhos da consciência retrato minha história…

Minha mente é um DVD de fatos e episódios pretéritos
E, em minha tela íntima, eu os assisto confortavelmente.

Outrora perambulei por oníricas estradas da vida urdida
E trouxe à tiracolo experiências que me lecionaram viver,
Não obstante carregar o peso das encomendas do tempo.

Com o passar dos anos, intensos fardos foram lapidação
Para uma personalidade que soube moldar-se ao caráter
Que apreendeu e aprendeu os ditames dum viver caótico,
Entretanto calibrado mediante inesquecíveis recordações.

O espaço é temporal, porém são atemporais as lembranças
Secretas e públicas do indivíduo da carne que o osso uniu
E que segrega do hoje lições que são mártires e exemplos
Para as gerações que se iniciam pelas veredas da existência.
Espinhos e abrolhos confundem, mas dão as retas do bem!




DE Ivan de Oliveira Melo          

sábado, 10 de dezembro de 2016

EXACERBAÇÃO

O que é da vida: um tribunal?
Das ideias um ritual confronto?
Talvez um esteriótipo bacanal
Ou um enredo sem contraponto?

O que é do viver: um romance?
Dos instantes mescla de hábitos?
Talvez uma estrada de elegantes
Ou um sarcófago com larápios?

O que é da existência: paradoxos?
Dos sentimentos, elos ortodoxos?
Ou uma vila permeada de nuances?

O que é do respirar: regalo divino?
De cada momento, sinagoga e hinos?
Ah! De tudo isso, excessos petulantes!




DE Ivan de Oliveira Melo

LA PALABRA

La palabra tiene un poder estrambólico,
Pues ella transforma esdrújulas situaciones
Y congrega en vapor danosas emociones
Para que el bien sea “strep-tease” católico.

La palabra confecciona el abecedario del amor,
Singla la extensión de cualquier sentimiento,
Trae el antídoto que sana el agujón del momento
Y cuida de los ciclones que difunden el dolor.

La palabra llora cuándo delante de malos episodios
Lo hombre olvida la agua santa y bebe sólo el sodio
Que sala los buenos primórdios de la fina educación…

La palabra mancha y colore efectos y defectos,
Por eso es sensato dejar que ella gobierne los pechos,
Pues la palabra es el oratorio que acaricia el corazón!




DE Ivan de Oliveira Melo   

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

HIPÓTESIS

La presión oscilaba de forma frenética
Y los músculos lloraban deseando luchar
Contra las fuerzas extrañas de ultramar
Que llegaban tontas y sin cualquier ética.

Era la sangre que vomitaba sus congojas
Sobre un escenario dónde había las gentes
Ya baldadas de desearen morir de repente
Mientras el sudor del cuerpo era estopas…

En los vientres de las alegorías no venía
Paquete de sentimientos que amordazaban
La tiesura de los regustos que amenazaban
Arruinar el amor recóndito de las alquimias.

Entonces el miedo cedió su escaño roñoso
Y el coraje ha rugido bravo y muy tanicoso!




DE Ivan de Oliveira Melo      

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

RACIONALISSIMAMENTE

Meu pensamento veleja sobre as marés da vida,
As ideias mergulham alhures num vácuo incolor
Donde as reflexões que são nautas do esplendor
Cobiçam abranger as altitudes da arena expedita.

Navegar e mergulhar sob auspícios de teares luz,
Porque na vida mambembe há operetas e feitiços
Que tornam os pensares apócrifos mui movediços
Perante consciências que deserdam o que seduz...

Raciocínios naufragam sobre as ondas assassinas
Que hibernam o matutar das ideias vivas, vitalinas,
Mas o bastante inteligentes para alimentar a razão…

Sobre vagas homicidas que dilapidam o oxigênio,
É mister combater vicissitudes com ares do gênio
Que reside no sótão intelectual do mancebo coração!




DE Ivan de Oliveira Melo