Acho
que já não presto para viver neste mundo,
Ou,
talvez, este mundo não sirva em nada para mim,
Ou
ainda, nós dois, juntos, eu o mundo, sejamos vazios...
Quiçá
o Sol que ilumina a vida dos meus dias, sempre,
Não
seja o mesmo Sol que me faz sonhar, às vezes,
Ou,
ainda, eu e este Sol, juntos, sejamos alegoria...
Decerto
a Lua que me faz cintilar os olhos, à noite,
Não
seja a mesma Lua dos meus arroubos sentimentais,
Ou,
ainda, eu e esta Lua, juntos, sejamos utopia!
Na
ousadia de sermos utópicos, somos transcendentais...
Provavelmente
eu não caiba dentro do imenso universo.
Ou,
ainda, este universo intenso não seja minha pátria,
E,
por paridade, é este universo que não cabe em mim,
Pois
sou átomo e sou metafísico, sou fogo e água, sou calor,
Sou
frio e sou deserto e, ao mesmo tempo, sou multidão!
DE Ivan de Oliveira Melo
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