O JURAMENTO - CAP. II
O JURAMENTO
CAPÍTULO II
II
Os anos se passaram. Eduardo e Alice estavam a
completar 15 anos. Suas famílias se reuniram e fizeram uma só
festa. Foi uma noite inesquecível para os dois jovens. As
comemorações tiveram lugar na casa de Alice, que era enorme.
Após a valsa, Eduardo e Alice resolveram dar um passeio pelos
jardins. A noite estava clara, as estrelas cintilavam alegres
nos céus.
- Sabe, Dudu, faz cinco minutos e me lembrei de
um certo juramento que fizemos quando tínhamos 7 anos. Você
se lembra do juramento?
- Sim, Alice, eu me lembro. E você
está disposta a cumprir o que naquela oportunidade duas
crianças prometeram?
- Estou. Desde aquele dia não penso em outra coisa. Serei freira e, você, padre. Não está disposto a cumpri-lo?
Eduardo olhou para o chão. Desde um certo dia,
quando tinha 12 anos, descobrira seus sentimentos em relação à
Alice. Seu coração estava em disparada, desejava ardentemente
confessar ali o que ocorria em seu íntimo, contudo o olhar
inquisitório de Alice o fazia recuar.
- E então, Dudu, vai fraquejar agora?
- Não, Alice, o prometido será cumprido...
Eles estudavam na mesma escola e na mesma classe.
Estavam sempre juntos, eram amigos de verdade. Mas, o que se
passava no coração de Alice?
Alguns dias após a grande festa,
Alice estava muito pensativa. Era uma noite de sexta-feira,
ela havia terminado de banhar-se para dormir. Estava em frente
ao espelho a pentear seus longos cabelos loiros, cacheados. Seus
olhos azuis brilhavam. “Eu não posso fraquejar agora...Eduardo
me ama, vejo isso nos olhos dele. O pior é que também o amo...
no entanto, temos um juramento que é um compromisso sério, e
haveremos de cumpri-lo. Deus, dai-me forças para não sucumbir,
Dudu não pode nem sonhar o que há em meu coração...ajude-me,
Senhor!”
Dois anos mais tarde concluíram os estudos
secundários. Foi um verdadeiro rebuliço na casa de ambos os
jovens quando eles relataram para os pais a decisão. A notícia
teve mais repercussão na casa de Eduardo, os pais não
aceitavam a novidade, até o levaram a fazer terapia com um
psicólogo, de nada adiantou. Em casa de Alice, os pais estranharam,
entretanto, como perceberam que nada podiam fazer, entregaram
os “pontos” e deixaram a filha seguir livremente o destino que
escolhera. Tudo estava consumado...
FIM DO CAPÍTULO II
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